Gestão de saúde

Qual é o impacto do comportamento do colaborador no preço dos planos de saúde?

19 de Fevereiro de 2019

A capacidade de compreender o comportamento do colaborador, seja dentro ou fora do ambiente de trabalho, é fundamental para garantir os melhores padrões de saúde organizacional e conter o aumento dos custos com o plano de saúde oferecido.

Uma série de fatores pode comprometer a qualidade de vida e, consequentemente, as atividades profissionais de um indivíduo, como a depressão, doenças crônicas, dores localizadas, além de inúmeras outras questões.

Entenda, a seguir, como é importante que empresas cuidem da saúde de seus funcionários e como um bom plano de medicamentos pode garantir que esse vínculo ocorra da maneira correta e mais econômica possível.


Por que acompanhar a saúde do colaborador é importante para a empresa?


Ainda que o mercado atual demonstre uma crescente preocupação em relação ao bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador, preservar as melhores condições de saúde laboral ainda é um desafio para a maioria dos gestores.

Por mais que benefícios, como planos de saúde, ofereçam o devido auxílio em casos de acidentes ou doenças, nem sempre os colaboradores cumprem com as recomendações médicas, seja por falta de conhecimento, incapacidade financeira, ou dificuldade para encontrar os medicamentos receitados.

Um indivíduo que sofre com problemas de pressão, por exemplo, pode ser orientado pelo médico do plano ou da empresa a tomar determinados medicamentos para que a sua condição não se agrave. Imagine, porém, que esse remédio seja extremamente caro, fazendo a pessoa abandonar o tratamento.

Outro exemplo comum em relação ao acompanhamento da saúde do colaborador está ligado a problemas silenciosos, como a depressão, que muitas pessoas omitem no ambiente de trabalho e acabam sofrendo com suas consequências sem o apoio necessário.

Em ambos os casos, os riscos ligados à saúde organizacional são gerados pela falta de proximidade entre as empresas e seus colaboradores, resultando em problemas para ambas as partes.


Atenção aos sinais e tendências terapêuticas da empresa


Quando existem ações internas para incentivar que cada indivíduo cumpra com seus cuidados individuais, as chances de afastamentos, as ocorrências laborais, os riscos de internação e de atendimento no pronto-socorro são menores, assim como o aumento do comparecimento às consultas, devido ao entendimento da importância disso para a preservação da saúde.

Mais do que permitir medidas individuais de abordagem e intervenção, conhecer o comportamento do colaborador é também uma excelente maneira de estabelecer as atividades coletivas mais eficazes para a organização.

Se os maiores problemas de saúde detectados, internamente, estiverem relacionados a pressão sanguínea, por exemplo, é possível promover uma semana interna sobre a importância da boa alimentação, atividades físicas e temas relacionados à prevenção e controle da doença.

Caso o maior problema seja estresse ou depressão, esse pode ser um sinal de que fatores no ambiente interno precisam ser alterados, pois estão influenciando de forma negativa e direta as condições mentais dos colaboradores.

Em poucas palavras, estar atento ao comportamento do colaborador é direcionar as decisões do RH para que cada indivíduo possa trabalhar de maneira saudável e que o custo com o plano de saúde valha a pena, conforme abordaremos no próximo item.


Como este cuidado reduz o custo com plano de saúde?


De acordo com uma matéria da revista Exame, o benefício mais caro para as empresas atualmente é o plano de saúde que, geralmente, está marcado por aumentos abusivos de um ano para o outro.

Essa dificuldade cria um paradigma no mercado atual, pois, ao mesmo tempo em que as empresas querem cuidar dos seus funcionários, elas também precisam, cada vez mais, enxugar os gastos para sobreviver no mercado.

Geralmente, quando o custo com plano de saúde aumenta, as empresas o trocam por um concorrente ou optam por um downgrade, o que só adia o problema, uma vez que o aumento no ano seguinte é quase certo.

O que muitos não percebem, porém, é que grande parte das ocorrências que mais oneram as empresas, como internações ou afastamentos, decorrem de problemas que podem ser evitados, que não aconteceriam se houvesse uma gestão melhor dos cuidados que cada colaborador tem sobre a sua saúde. Por isso, conhecer o comportamento de saúde da sua população é tão importante, pois pode ajudar em ações preventivas.

No cotidiano de quem trabalha com uma dor não tratada, com um risco sério não controlado ou com alguma doença não combatida, as chances de algo mais grave acontecer são muito maiores e afetam diretamente não apenas a vida da pessoa, mas também os rendimentos internos e os sinistros no custo com plano de saúde.

Quem não se cuida corretamente e vai parar no pronto-socorro, ou em situação semelhante, acaba entrando em um ciclo muito mais trabalhoso em relação a cura e resgate da qualidade de vida.

Problemas dessa natureza poderiam ser evitados se os tratamentos prescritos fossem corretamente seguidos e os pacientes tomassem, corretamente, os medicamentos recomendados pelo médico.


Quais os benefícios de um plano de medicamentos?


O plano de medicamento permite que a empresa cuide melhor de seu colaborador. Quando uma pessoa adoece, não basta apenas diagnosticar a doença, é preciso tratá-la para que se cure e volte a ter qualidade de vida.

Além do cuidado mais completo, o plano de medicamentos oferece informações importantes sobre a saúde da equipe da empresa, mostrando tendências terapêuticas, alertas e informações que ajudam o gestor de saúde e o RH a priorizar suas ações, otimizando o retorno sobre os investimentos em saúde da empresa.

Esse cuidado extra ainda é muito bem percebido pelos colaboradores, pois quando preciso, a empresa apoiará seu funcionário e esse acaba sendo um fator de atração e retenção de talentos.

A questão não é deixar de usar o plano de saúde, mas garantir o andamento correto dos tratamentos indicados através dele, fazendo com que o paciente se cure mais rapidamente e, com isso, evite o aumento da sinistralidade.

Estatísticas da OMS mostram que são gastos mais de R$ 132 bilhões por ano em reparos de danos provocados pelo uso indevido de medicamentos, por isso, o acompanhamento proporcionado por essa medida, a médio prazo, pode gerar um ótimo retorno financeiro, tanto em pequena quanto em larga escala.

O papel na redução dos sinistros é, antes de tudo, melhorar a adesão aos tratamentos medicamentosos, uma vez que o subsídio dos medicamentos possibilita o uso correto deles por parte dos pacientes. Aderindo melhor ao tratamento, as condições de saúde ficam mais controladas.

Sabe-se que o valor do subsídio que a empresa oferece tem impacto direto na participação dos indivíduos nos tratamentos, ou seja, quanto maior o auxílio, maior a adesão.

Pacientes com doenças crônicas, que fazem o uso correto dos medicamentos, comparados aos que não fazem, gastam menos com planos de saúde, pois os sinistros são menores. Pacientes com boa adesão também se internam menos.

O plano de medicamentos seria mais uma engrenagem importante dentre todos os cuidados que uma empresa oferece para promover mais saúde e bem-estar para os seus colaboradores. Ao ter o controle de quem está se tratando, é possível consultar as principais demandas dos colaboradores em cada área.

O plano não traz consigo apenas descontos em medicamentos, mas é também uma ferramenta completa de gestão. Mais do que otimizar a saúde de uma organização, um bom plano de medicamentos permite que o RH tenha acesso a um panorama completo da saúde da população da empresa, podendo enxergar e demonstrar fatores importantes do ambiente interno de trabalho em números e sendo uma importante fonte de insights no processo de tomada de decisão.

E você, sabia a relação entre o comportamento do colaborador, a saúde organizacional e o custo com plano de saúde? Quer saber ainda mais sobre o assunto e otimizar essa questão na sua empresa? Continue acompanhando o nosso blog e conteúdos exclusivos sobre o tema.

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